Ode Triumphal à Cona

Cláudia Lucas Chéu

Terceiro livro de poesia publicado pela autora na Companhia das Ilhas – depois de Beber pela Garrafa e Confissão.

A atenção ao que a rodeia, a linguagem disruptiva – mas bem humorada, sempre que possível…  Inqualificável, e ainda bem.

Alguns – e algumas – engolirão a língua, morta ou em acelerada decomposição, tanto faz.

 

«Qui a déjà bouffé une chatte?
Fá-lo bem quem erguer o dedo.
Quem nunca manjou — ou quis que lha jantassem —
que atire a primeira língua.
Mesmo maldita, alça toda a espécie de gente:
cavalheiros e senhoras, eruditos e pessoas rudes,
e muitos imbecis, evidentemente.
Oh sim, é incomensurável o poder da cona.»

 

C.A.M.

Excerto

Não há maior poder que o da cona.
Por ela, homens e mulheres destruíram famílias,
abandonaram o país, cometeram grandes culpas
— inveja, luxúria e gula.
Traídos foram irmãos e irmãs,
amigos de longa data, cônjuges e outros parentes.
Qui a déjà bouffé une chatte?
Fá-lo bem quem erguer o dedo.
Quem nunca manjou — ou quis que lha jantassem —
que atire a primeira língua.
Mesmo maldita, alça toda a espécie de gente:
cavalheiros e senhoras, eruditos e pessoas rudes,
e muitos imbecis, evidentemente.
Oh sim, é incomensurável o poder da cona.

Nota de leitura

Ficha Técnica

ISBN: 978-989-9007-64-2

Dimensões: 13x18cm

Nº páginas: 104

Ano: 2022 | Janeiro

Edição: # 253

Género: Poesia

Colecção: azulcobalto # 105

PVP: 15 €

Autor