Bertolt Brecht

Augsburg, 1898 – Berlim, 1956
Com a ascensão de Hitler, Brecht deixa a Alemanha em 1933 e exila-se em países como a Dinamarca e Estados Unidos da América. Faz da crítica ao nazismo e à guerra tema de obras como Mãe Coragem e seus Filhos (1939). Dos Estados Unidos, vítima do macartismo, parte em 1947 para a
Suíça onde redige o Pequeno Organon, suma da sua teoria teatral. Volta à Alemanha, em 1948, onde funda com a sua mulher, Helene Weigel (1900-1971), no ano seguinte, em Berlim Leste, a companhia Berliner Ensemble que rapidamente se torna famosa em todo o mundo.
O furacão Brecht assolou não apenas o teatro e o seu pó-de-arroz mas toda a estética, filosofia, ética e política do pós-guerra (Jorge Silva Melo).
Em Portugal, nasceram fervorosos adeptos da sua obra, do seu teatro “não aristotélico”, mas também igualmente os seus detractores (aficionados de outras estéticas, como as de Jerzy Grotovski ou Peter Brook). A poesia de BB também entre nós foi lida e elogiada. A sua obra teatral, proibida no salazarismo-marcelismo, explodiu em força no pós-Revolução de 1974. Antes disto, traduziu-se algum do seu teatro, poesia e ficção.
Entre os tradutores portugueses de Brecht, destacam-se Paulo Quintela e Jorge de Sena (poesia), Ilse Losa, Yvette K. Centeno e Fiama Hasse Pais Brandão (peças e ensaios). Já no século XX, surge uma edição sistemática das suas Obras Escolhidas, com traduções de Jorge Silva Melo, José Maria Vieira Mendes e Vera San Payo de
Lemos (e João Barrento nos textos das canções).

Na Companhia das Ilhas