Novidades em pré-venda

Em tempo de crise pandémica e económica, a Companhia das Ilhas está determinada em continuar a sua actividade, em manter a sua relação de confiança com os leitores.
A partir de 1 de Maio de 2020, a Companhia das Ilhas reforçou a componente de venda directa, disponibilizando em regime de pré-venda os novos títulos.

O leitor em primeiro lugar

Os livros anunciados em pré-venda beneficiam de um desconto de 20% sobre o preço de venda em livraria. O leitor assegura assim o seu exemplar antes de a obra entrar no circuito das livrarias. Portes gratuitos (correio não-registado dos CTT).
As encomendas podem ser para: companhiadasilhas.lda@gmail.com
ou através do site em “Encomendas”.

― Livros em pré-venda:

SALA DE ESPELHOS
Urbano Bettencourt

Oferta especial de PRÉ-VENDA (até 30 de Setembro de 2020):
16 € (desconto de 20% sobre o preço de livraria: 20 €).
Portes gratuitos. Pedidos para: companhiadasilhas.lda@gmail.com

Recolhem-se neste livro alguns dos textos que Urbano Bettencourt foi escrevendo após a publicação de Ilhas conforme as circunstâncias (2003). Resultantes de solicitações diversas – colóquios, palestras, a participação em volume colectivo, etc. – eles compõem um quadro heterogéneo e a que uma (aproximativa) disposição cronológica possibilita agora uma leitura sequencial. Trata-se, em último caso, de um livro sobre literatura (e cultura) açoriana, com uma deriva à de Cabo Verde, da Madeira e das Canárias. Por outro lado, o autor pretende também assinalar a continuidade de uma prática literária, mesmo graças a autores que, podendo não ter em cada caso nem a visibilidade nem o valor representativo e estético de outros, asseguram o fio que se estende ao longo do tempo, preenchendo aquele espaço intermédio que por vezes escapa ao olhar mais preocupado com figuras cimeiras, com os postes.

Urbano Bettencourt (Piedade, ilha do Pico, 1949) é um dos intelectuais de maior destaque na vida cultural dos Açores. A sua obra, iniciada em 1972, contempla o ensaísmo, a poesia e a prosa de ficção. Como ensaísta, tem um trabalho continuado sobre a literatura feita nos Açores, e também um olhar informado sobre o que acontece na área da Macaronésia (Madeira, Canárias e Cabo Verde), em livro e em revistas da especialidade (nacionais e estrangeiras) e na imprensa açoriana. Na ficção e na poesia, publicou cerca de duas dezenas de títulos. Parte da sua produção literária tem sido traduzida no estrangeiro, quer em obras autónomas, quer em antologias.

É Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa e Doutorado em Estudos Portugueses pela Universidade dos Açores.

A Companhia das Ilhas inicia este ano (2020) a publicação da sua Obra Completa.

Domingo a circular comovidamente pelas páginas deste livro de Santos Barros, Alexandrina, como era (2018), à toa, tentando surpreender o sopro inicial e a respiração de algumas palavras, de alguns poemas que me passaram pelas mãos e muito perto do coração, ainda no seu andamento manuscrito ou já dactilografado e no jeito artesanal de pequenas obras feitas para andar de mão em mão. Circular por estes quase vinte anos de versos, organizados por Jorge Reis-Sá e agora finalmente depositados perante o olhar do leitor e no lugar editorial que aguardavam e merecem.
Às vezes, doridas as palavras, melancólicas também, sobre um tempo despojado e a rede precária dos afectos, às vezes amargos e agrestes os versos trazidos dos trópicos e das suas florestas incendiadas pelo ódio, trazidos das crateras onde os corpos em pedaços, enfim socializados, serviam de pasto aos bichos da selva e aos de Lisboa.

(de: “Morrer de fazer versos  – J. H. Santos Barros”)

JOGO DO FIM
Samuel Beckett

Oferta especial de PRÉ-VENDA (até 30 de Setembro de 2020):
11,20 € (desconto de 20% sobre o preço de livraria: 14 €).
Portes gratuitos. Pedidos para: companhiadasilhas.lda@gmail.com

Endgame é o nome inglês para a peça escrita antes em francês, por isso Jogo do fim. O que tem dois sentidos: o de fim da natureza e o fim no teatro, repetição, regresso do mesmo a cada espectáculo, todos os dias começo e fim, jogo. A cena é um refúgio, o nome que sobra na situação pós-apocalíptica instalada, para se dizer home e que em Beckett significa dispositivo cénico, armadilha a que os corpos estão confinados. O fim, entretanto, está no princípio, na história sem história que se desenrola, tudo aconteceu antes e é sinalizado pelos corpos amputados, em perda, condenados a uma imobilidade a que apenas escapa Clov, o “servo” que anda por todos mantendo a mecânica da rotina do que repetem à espera do fim que parece não vir. A catástrofe anterior determina obviamente o que deixou de ser acontecimento, factos, possibilidade de vida nova na vida hoje. Habitam um tempo zero, a observar dos dois janelos, direita e esquerda de cena, a natureza extinta, o deserto que progride e a confirmação disso mesmo — o fim é o horizonte de expectativa e o facto de não surgir converte o jogo num prolongamento absurdo de inacção, pura inércia, propício a um cinismo sarcástico como ar que se respira.

(Fernando Mora Ramos, encenador)

B R E V E M E N T E

– O Mapa do Mundo: Pedro Eiras         

– Salão Lisboa: Nuno Félix da Costa   

– Teatro (In)Completo: Volume I: Carlos J. Pessoa      

ESTA OFERTA DE PRÉ-VENDA
ESTÁ EM PERMANENTE ACTUALIZAÇÃO