No prelo
Depois de em 2018 ter publicado na Companhia das Ilhas Três Textos Excêntricos, Carlos J. Pessoa (Teatro da garagem) volta à editora com o primeiro volume do seu teatro (in)completo. Nas suas palavras: «No meu debate com a violência, resultam peças de teatro, palcos de conflitos, o lamber de feridas e o retomar dos princípios, de liberdade e democracia (hoje em dia, nunca é demais relembrar o que parece óbvio), em que se funda a boa vontade e o entendimento entre as pessoas. Os enredos são indirectos e intersectados, histórias dentro de histórias, hiper-histórias; os assuntos múltiplos, concatenados ou não, evanescentes; o estilo resume-se em diversão, toca-e-foge, denso e quotidiano, filosofia e conversa de táxi. Há nestas peças de teatro, uma grande liberdade, uma auto-suficiência balançada por auto-crítica, uma autoria que se desautoriza, como se só assim fosse razoável o exercício de escrita/encenação. A própria ideia de uma escrita com reticências para o palco, uma escrita incompleta, que se assume assim, decorre dessa ética indissociável da estética, como se o palco fosse a moldura passível de julgar as palavras. E nesse julgamento, o julgamento de mim próprio, sim, mas sobretudo a possibilidade de um processo de conhecimento. Auto-conhecimento, inter-conhecimento, nascer com o mundo e com os outros, nascer com o paradoxo. Cada peça de teatro é um sopro de vida, a hipótese que me acusa, condena, mas também me reabilita. E na reabilitação estão as achas de um novo incêndio.»
Nas Livrarias: terceira semana de Dezembro de 2020
A mostra que aqui se deixa vai de António Dacosta a Rui Melo, passando por outros nomes açorianos ou não, todos eles diferentes na sua relação com as telas e as cores e todos desenvolvendo um discurso plástico que fascina e conduz ao entendimento do Belo com a simplicidade das leituras simples. Na verdade, é o uso diferenciado de uma gramática policromática, que se distinguirá Rui Melo, em contenção continuada das cores, de Manuel Policarpo (Vasco Pereira da Costa), este pela sua exuberante expressão formal. Como também difere o quase hiper-realismo de Deodato Sousa do incansável domador da matéria (suportes de madeira, tela, pele, etc., aos conseguimentos magmáticos de inspiração vulcânica) José Nuno da Câmara Pereira.
Nas Livrarias: segunda semana de Dezembro de 2020.
Contos d’América são uma espécie de vida americana sem sotaque. Isto é: quem não é de lá sonha em fazer casa sua por aquelas bandas e vai-se deixando amarrar por pessoas, propriedades, objectos. Nem sempre se tem o que é preciso porque se dá lugar ao impreciso. Tudo se transforma, embora, muitas vezes, se tenha perdido quase tudo. As figuras destes contos escondem-se atrás do seu próprio carácter. Nem sempre é possível não falar de pobreza (social, económica e cultural), mesmo vivendo na América. De qualquer forma, são contos, meu senhor! Não são rosas!
Nas Livrarias: segunda semana de Dezembro de 2020.
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folha #017
¶ Tendência: repetição. O mundo não mudou. As palavras continuam a ser imprecisas. ¶ Evidências (repetição): prevalece…
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