transeatlântico

Nuno Costa Santos (dir.)

Participam: Alexandre Borges, Bianca M, João Pedro Porto, Joel Neto, Leonardo, Luís Rego, Maria das Mercês Pacheco, Mariana Matos, Mário T Cabral, Paula de Sousa Lima, Renata Correia Botelho, Rogério Sousa e Rui Jorge Cabral. A revista tem apresentação de Leonor Sampaio; Nuno Costa Santos publica uma entrevista ao escritor açoriano Daniel de Sá (1944-2013); Miguel Real participa como escritor convidado e Vasco Medeiros Rosa apresenta um breve texto, pouco conhecido, de Vitorino Nemésio. O portfolio é da autoria de Duarte Belo, com fotografias de grotas dos Açores.

«Esta é uma revista que quer incentivar a escrever, de modo ficcional ou ensaístico, sobre o que são os Açores hoje – nas suas novas entranhas. Nas suas personagens, nas suas tensões biográficas, nos seus sonhos e ilusões, nos seus conflitos e acidentes. Mas também nos seus costumes, nos seus pequenos hábitos e nas suas expressões verbais.»

Nuno Costa Santos

 

Excerto

Esta conversa terá uns quinze anos. Não chegou a ser publicada na altura. Foi uma entrevista realizada na Maia, onde Daniel de Sá (1944-2013) escreveu os seus livros, isolado de um mundo que muito o interessava. Tornou-se, sem sentimentalismos de maior e com uma vocação para a universalidade dos temas, um escritor do seu povo, sobretudo depois de ter escrito Ilha Grande Fechada («Uma ilha grande, fechada, que durante muito tempo só se abriu para deixar sair gente»), romance-história de um homem que dá a volta à ilha de São Miguel numa romaria e que é todo um tratado ficcional sobre uma determinada geração de açorianos, na sua relação com a religião e a religiosidade, o “outro lado” – neste caso, o Canadá -, a guerra colonial, a pátria.
E também uma crónica de costumes sobre a desigualdade social, o conservadorismo da terra e a cusquice das comadres, típica dos meios pequenos.
Mas Daniel não foi escritor de um livro só. Escreveu outros, aqui relembrados, como Crónica do Despovoamento das Ilhas, sobre os Açores de outros séculos, As Duas Cruzes do Império – Memórias da Inquisição, sobre as diabólicas injustiças do Santo Ofício, ou A Terra Permitida, sobre o universo humano de uma freguesia. Aliás, a sua dimensão humanista está bastante clarificada nesta conversa com alguém que, entre ser escritor e missionário, fez uma síntese discreta, pessoal e literária.
Nuno Costa Santos

 

Nota de leitura

Ficha Técnica

ISBN: 2183-3230

Dimensões: 14X22

Nº páginas: 112

Ano: 2014

Nº Edição: 43

Género: Revista Literária

PVP: 10 €

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