Estórias açorianas

Carlos Alberto Machado

Nova edição (a 7.ª, revista) das Estórias Açorianas (a 1.ª edição é de 2012).

«Recebi ontem e já acabei de ler esta estimulante colectânea de pequenas narrativas, que nos fazem viajar com gosto e eficácia pela ambiência açoriana. Numa linguagem escorreita e contida, mas plena de referências cultas, numa associação poé…tica entre o concreto e o intangível, vemos desfilar perante os nossos olhos, diversos tipos humanos, cheios de singularidades. Mesmo as vizinhas, as beatas, os velhos baleeiros, os pequenos tendeiros, os eruditos decadentes, comunicam-nos uma espécie de nobreza e probidade, entranhados no fundo marítimo da paisagem insular. Diversos pontos de vista, desde o olhar infantil até aos cambiantes da vida adulta, nos aparecem, numa mansa mas vivaz sabedoria.»

[Inês Lourenço, blogue Logros Consentidos, 6 de Junho de 2012)

«São textos breves e desenvoltos que captam momentos na vida da comunidade ou traçam o retrato de figuras carismáticas. (…) o desejo de fixar seres humanos na sua singularidade, concreta ou imaginada: regressados das Américas, maridos cornudos, baleeiros com segredos que não partilham, uma idosa de “flamejante cabelo vermelho”, aldrabões e miseráveis, Penélopes resignadas, um kosovar que lê Kavafis em francês.»

[José Mário Silva, Expresso/Atual, 21 de Julho de 2012]

Obra Recomendada pelo Plano Regional de Leitura dos Açores e pelo Plano Nacional de Leitura.

 

 

Excerto

Ó Vizinha, intão o que é que se passa com a nossa Ofélia? (nota 1 do Autor: não confundir com aquela maluca da peça de teatro isabelino que se afogou num lago enquanto cantava). Ó Vizinha, pois havera lá eu de saber?! (Nota 2 do Autor: nos nossos dias, como é sabido, oráculos, profetisas e bruxas caíram em desuso: para mexericos & afins, vê-se a TVI, lêem-se tabloides, espreitam-se alguns blogues e passeia-se pelas “redes sociais”…) Eu tenho lá tempo para isso,  ó senhor Autor! (Nota 3 do Autor: isto não é nenhuma referência erudita ao teatro pirandelliano, é que estou mesmo no meio das Vizinhas a escrever isto…).

[de A vida secreta das palavras]

Nota de leitura

«Recebi ontem e já acabei de ler esta estimulante colectânea de pequenas narrativas, que nos fazem viajar com gosto e eficácia pela ambiência açoriana. Numa linguagem escorreita e contida, mas plena de referências cultas, numa associação poé…tica entre o concreto e o intangível, vemos desfilar perante os nossos olhos, diversos tipos humanos, cheios de singularidades. Mesmo as vizinhas, as beatas, os velhos baleeiros, os pequenos tendeiros, os eruditos decadentes, comunicam-nos uma espécie de nobreza e probidade, entranhados no fundo marítimo da paisagem insular. Diversos pontos de vista, desde o olhar infantil até aos cambiantes da vida adulta, nos aparecem, numa mansa mas vivaz sabedoria.»

[Inês Lourenço, blogue Logros Consentidos, 6 de Junho de 2012)

 

«São textos breves e desenvoltos que captam momentos na vida da comunidade ou traçam o retrato de figuras carismáticas. (…) o desejo de fixar seres humanos na sua singularidade, concreta ou imaginada: regressados das Américas, maridos cornudos, baleeiros com segredos que não partilham, uma idosa de “flamejante cabelo vermelho”, aldrabões e miseráveis, Penélopes resignadas, um kosovar que lê Kavafis em francês.»

[José Mário Silva, Expresso/Atual, 21 de Julho de 2012]

 

Obra Recomendada pelo Plano Regional de Leitura dos Açores e pelo Plano Nacional de Leitura.

Ficha Técnica

ISBN: 978-989-8592-04-0

Dimensões: 11×15

Nº páginas: 80

Ano: 2016 | Novembro [7.ª edição]

(1.ª edição: Maio de 2012)

Nº Edição: 6

Género: Ficção / Conto

PVP: 7,50 €

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