Enlouquecer é morrer numa ilha

Maria Brandão

Em Enlouquecer É Morrer numa Ilha cinco mulheres e três homens são personagens em movimento contra a geografia, a memória e as convenções sociais. Passageiros entre Zurique, Durrës e um lugar «delineado por quatro paredes de mar, atabafado por uma manta de nuvens», trazem colado à pele o passado e têm por horizonte «um futuro feito de curvas e contracurvas e de becos sem saída». Uma narrativa cáustica que tem por base a reflexão sobre a inevitabilidade de um destino marcado pela neurose colectiva.

 

Excerto

Qualquer dia. Qualquer dia enlouquece. Vive há mais de um ano em função de hipotéticos copinhos de esperma doados pelo pai dessa menina ou por qualquer outro desconhecido igualmente alto, simpático e com um ar afectuoso. Impressionante esta fixação. Dir-se-ia que Donika e Marta, a namorada do irmão, tão distantes na geografia e na educação, viraram os trinta e cinco e descompensaram. Parecem duas réplicas de Glenn Close em Atracção Fatal, quando declara: «Tenho 36 anos. Esta pode ser a minha última oportunidade de ser mãe.» Trinta anos depois do lançamento do filme nada mudou? Será este o único desígnio destas mulheres?

Nota de leitura

Ficha Técnica

ISBN: 978-989-9007-05-5

Dimensões: 14x22cm

Ano: 2020| 1 de Março

Edição: # 192

Género: Ficção (romance)

Colecção: transeatlântico # 036

Nº páginas: 100

PVP: 14 €

Autor