Carmes (1971-2018)

Paulo da Costa Domingos

Reunir num volume a parte substancial de versos escritos entre 1971 e 2018 é como lançar uma nova desordem no que muitos leitores tinham dado por arrumado na estante. Reunir é quebrar, entre outros, esse alheamento.

Paulo da Costa Domingos (Lisboa, 1953) – escritor que, à semelhança de Herculano, vem disputando palmo a palmo a sua vida intelectual – assume agora, em Carmes, o compromisso antológico de uma obra poética ímpar, que se estende por 570 páginas de poemas, revistos e redistribuídos, uma significativa parte deles ainda inéditos.

 

Excerto

Ecoa o pulmão nos estreitos
corredores imóveis de funda
gruta, quando é como o outro:
fingidor – e os seus fingidos
iluminam paredes de escadas
conducentes ao céu dos poetas,
lá onde só baixo se fala.
É tudo uma questão de ponto
de vista e pulsação – está escrito
no lance de cartas, escrito n’ areia
sob o canto húmido de búzios:
este homem teria podido tudo
sozinho, mas preferiu caçá-los,
marmoreadamente, em matilha.

Nota de leitura

Ficha Técnica

ISBN: 978-989-8828-74-3

Dimensões: 15×17,5cm

Nº páginas: 576

Publicação: 2019 | Abril

Edição: # 160

Género: Poesia

Colecção: azulcobalto # 066

 

PVP: 20 €

EDIÇÃO NUMERADA E ASSINADA PELO AUTOR (20 exemplares): 40 €

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